julho 04, 2010
Dos desejos do coração.
A ti, ventre, louvo, porque te satisfazes com alguns legumes; mas não a ti, coração maldito, que não te contentas nem com centenas de desejos!
S2
Disse um poeta um dia que a vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida...
Eu me encontrei em meus desencontros e te encontrei em teus desencontros... Mas nada é por acaso nada é sem razão e no tempo certo fomos libertos da cadeia da solidão
Hoje somos livres libertos pelo amor que nos une desde um sim ate o fim...
Eu me encontrei em meus desencontros e te encontrei em teus desencontros... Mas nada é por acaso nada é sem razão e no tempo certo fomos libertos da cadeia da solidão
Hoje somos livres libertos pelo amor que nos une desde um sim ate o fim...
Anonymous
Cla cla querida! ;-)
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!Clarice Lispector
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!Clarice Lispector
DA NOITE
"Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?"
Hilda Hilst
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?"
Hilda Hilst
julho 02, 2010
A vitória do enfado sobre o amor próprio.
Na verdade, se não nos enfadássemos, jamais faríamos esse gesto de abnegação e de humildade que é abrir um livro. Haveríamos de nos concentrar em nossos pensamentos, supondo que valem por todos aqueles que outra pessoa pode ter. A leitura é uma vitória do enfado sobre o amor próprio.
A arte de ler, de Émile Faguet
A arte de ler, de Émile Faguet
Ainda estás aqui.
Lança teu medo
aos ares
Em breve
acaba teu tempo
em breve
cresce o céu
sob a grama
despencam teus sonhos
nenhures
Ainda
cheira o cravo
canta o melro
ainda tens um amante
e palavras para doar
ainda estás aqui
Sê o que és
Dá o que tens
Rose Ausländer, trad. de Ricardo Domeneck
aos ares
Em breve
acaba teu tempo
em breve
cresce o céu
sob a grama
despencam teus sonhos
nenhures
Ainda
cheira o cravo
canta o melro
ainda tens um amante
e palavras para doar
ainda estás aqui
Sê o que és
Dá o que tens
Rose Ausländer, trad. de Ricardo Domeneck
A saúde mental.
A saúde mental é antes de tudo o bem-estar que uma pessoa pode sentir em sua vida em geral, nas suas relações com os outros e em seu ambiente; é a capacidade que ela tem de se adaptar às condições mutantes de seu ambiente sem perder sua identidade; a saúde mental implica a capacidade de enfrentar as dificuldades e as provações da vida e a possibilidade de sair dessas experiências mais forte do que antes.
Estelle Morin e Caroline Aubé, Psicologia e Gestão (Atlas), pg 15.
Estelle Morin e Caroline Aubé, Psicologia e Gestão (Atlas), pg 15.
why?
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Riis
Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes.
Riis
Riis
Do filme Lluvia (2008)
- É o que ele escolheu.
- O que ele escolheu ou o que lhe foi deixado…
- O que você disse?
- Estou dizendo, é o que ele escolheu ou o que lhe foi deixado?
- Não, é o que ele escolheu. Ele escolheu isto. Para se isolar, desaparecer e viver a vida que viveu.
- Bem, talvez ele não pôde encontrar o caminho… não sei… Às vezes, você não pode decidir, é só o que lhe sobra.
Do filme Lluvia (2008), de Alma para Roberto.
- O que ele escolheu ou o que lhe foi deixado…
- O que você disse?
- Estou dizendo, é o que ele escolheu ou o que lhe foi deixado?
- Não, é o que ele escolheu. Ele escolheu isto. Para se isolar, desaparecer e viver a vida que viveu.
- Bem, talvez ele não pôde encontrar o caminho… não sei… Às vezes, você não pode decidir, é só o que lhe sobra.
Do filme Lluvia (2008), de Alma para Roberto.
for Vouge Nippon
julho 23, 2009
Perdas necessárias
Quando pensamos em perdas, pensamos na morte de pessoas que amamos. Mas perda é muito mais abrangente na nossa vida, pois perdemos não só pela morte, mas também:
Por abandonar e ser abandonado.
Por mudar e deixar coisas para trás e seguir nosso caminho.
Perdas conscientes e inconscientes de sonhos românticos, expectativas impossíveis, ilusões de liberdade e poder, ilusões de segurança.
Perda do nosso próprio eu jovem, o eu que se julgava para sempre imune às rugas, invulnerável e imortal.
Convivemos com perdas a vida inteira. São perdas necessárias, perdas que enfrentamos quando nos vemos face a face com um fato do qual não podemos fugir. As perdas que fazem parte da vida são necessárias porque, para crescer, temos que perder, abandonar e desistir. Durante toda a vida, crescemos desistindo. Temos que abrir mão dos nossos mais profundos vínculos com outras pessoas. Toda perda gera dor, suga a gente.
É só através de nossas perdas que nos tornamos seres humanos plenamente desenvolvidos. Para compreendermos nossas vidas, precisamos compreender como enfrentamos nossas perdas. As pessoas que somos e a vida que vivemos são determinadas, para o melhor e para o pior, pelas nossas experiências de perda.
1ª perda - Afastamento do corpo e do ser da mãe e transformação gradual em um ser à parte.
2ª perda - As perdas relativas aos confrontos com as limitações do nosso poder e potencial relativos ao ato de ceder ao que é impossível.
3ª perda - As perdas ligadas à renúncia de sonhos ou de relacionamentos ideais em favor das realidades humanas.
Examinar nossas perdas não significa encontrar remédios milagrosos que curam, mas é:
* Ver como elas estão definitivamente ligadas ao crescimento.
* Começar a perceber como nossas respostas às perdas moldaram nossas vidas, o que pode ser o começo da sabedoria de uma mudança promissora.
(Judith Vivst - Perdas Necessárias - Melhoramentos, 1988, SP)
Exemplos bíblicos:
1ª perda - Afastamento do corpo e do ser da mãe. Moisés - Ex. 2 e Deut. 31-34.
2ª perda - As perdas relativas aos confrontos com nossas limitações. Ana - 1Sam. 1-2.
3ª perda - Perdas ligadas à renúncia de sonhos ou de relacionamentos ideais. Abraão - Gn. 12-25.
Conclusões
- Perdas fazem parte da vida.
- Perdas são necessárias para que cresçamos.
- A maneira como lidamos com as perdas determinam o melhor e o pior de nossas vidas.
- Saber como nossas respostas às perdas podem moldar nossas vidas pode ser o caminho para a maturidade e mudanças extraordinárias nas nossas vidas.
- Fomos separados de Deus. Mas Ele nos resgatou em Cristo. Enquanto ficarmos a lamentar essa separação, achando que não temos culpa de ela ter acontecido, deixaremos de usufruir as bênçãos maravilhosas de Sua graça regeneradora e de vivermos a vida abundante que Deus tem para nós.
Rosângela Motta , professora, psicopedagoga e educadora Religiosa da Igreja Batista em Moça Bonita/Rio.
Por abandonar e ser abandonado.
Por mudar e deixar coisas para trás e seguir nosso caminho.
Perdas conscientes e inconscientes de sonhos românticos, expectativas impossíveis, ilusões de liberdade e poder, ilusões de segurança.
Perda do nosso próprio eu jovem, o eu que se julgava para sempre imune às rugas, invulnerável e imortal.
Convivemos com perdas a vida inteira. São perdas necessárias, perdas que enfrentamos quando nos vemos face a face com um fato do qual não podemos fugir. As perdas que fazem parte da vida são necessárias porque, para crescer, temos que perder, abandonar e desistir. Durante toda a vida, crescemos desistindo. Temos que abrir mão dos nossos mais profundos vínculos com outras pessoas. Toda perda gera dor, suga a gente.
É só através de nossas perdas que nos tornamos seres humanos plenamente desenvolvidos. Para compreendermos nossas vidas, precisamos compreender como enfrentamos nossas perdas. As pessoas que somos e a vida que vivemos são determinadas, para o melhor e para o pior, pelas nossas experiências de perda.
1ª perda - Afastamento do corpo e do ser da mãe e transformação gradual em um ser à parte.
2ª perda - As perdas relativas aos confrontos com as limitações do nosso poder e potencial relativos ao ato de ceder ao que é impossível.
3ª perda - As perdas ligadas à renúncia de sonhos ou de relacionamentos ideais em favor das realidades humanas.
Examinar nossas perdas não significa encontrar remédios milagrosos que curam, mas é:
* Ver como elas estão definitivamente ligadas ao crescimento.
* Começar a perceber como nossas respostas às perdas moldaram nossas vidas, o que pode ser o começo da sabedoria de uma mudança promissora.
(Judith Vivst - Perdas Necessárias - Melhoramentos, 1988, SP)
Exemplos bíblicos:
1ª perda - Afastamento do corpo e do ser da mãe. Moisés - Ex. 2 e Deut. 31-34.
2ª perda - As perdas relativas aos confrontos com nossas limitações. Ana - 1Sam. 1-2.
3ª perda - Perdas ligadas à renúncia de sonhos ou de relacionamentos ideais. Abraão - Gn. 12-25.
Conclusões
- Perdas fazem parte da vida.
- Perdas são necessárias para que cresçamos.
- A maneira como lidamos com as perdas determinam o melhor e o pior de nossas vidas.
- Saber como nossas respostas às perdas podem moldar nossas vidas pode ser o caminho para a maturidade e mudanças extraordinárias nas nossas vidas.
- Fomos separados de Deus. Mas Ele nos resgatou em Cristo. Enquanto ficarmos a lamentar essa separação, achando que não temos culpa de ela ter acontecido, deixaremos de usufruir as bênçãos maravilhosas de Sua graça regeneradora e de vivermos a vida abundante que Deus tem para nós.
Rosângela Motta , professora, psicopedagoga e educadora Religiosa da Igreja Batista em Moça Bonita/Rio.
julho 20, 2009
...

"A modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos - um amor líquido.A insegurança inspirada por essa condição estimula desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos."
AMOR LIQUIDO - SOBRE A FRAGILIDADE DOS LAÇOS HUMANOS
Zygmunt Bauman
maio 13, 2009
I'm listening ....

Quando você se compara aos outros, torna-se arrogante ou amarga, pois sempre haverá pessoas melhores e piores que você. Mantenha uma disciplina rígida, mas seja gentil com você mesma. É filha do universo, assim como as àrvores e as estrelas; tem o direito de estar aqui.
Excerto de uma carta da mãe de Sylvia a ela, Dos diários de Sylvia Plath, (Globo, pg. 250)
Tatoos.
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